Tomate longa vida sobe 30% e bate recorde de preço na Ceasa gaúcha
Quilo chegou a R$ 15 em Porto Alegre, maior valor da série histórica; preços também sobem em SP, MG, RJ e PR, mas tendência é de queda nas próximas semanas.
O tomate longa vida atingiu o maior preço da história da Ceasa do Rio Grande do Sul. Na terça-feira (3), o quilo foi negociado a R$ 15,00 no atacado, contra R$ 11,50 na semana anterior — alta de 30,4%. Os dados são do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar.
Por que o tomate subiu
- As lavouras mais antigas do Sudeste foram colhidas e as áreas novas ainda não entraram com volume;
- As temperaturas amenas da primavera atrasaram o amadurecimento dos frutos;
- O Rio Grande do Sul está na entressafra, e a produção gaúcha nova ainda não foi colhida.
Alta em outros estados
Os preços também subiram em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. Na Ceasa de Campinas, as variedades Carmem e Débora, classe extra, saíram a R$ 12,50 o quilo. Na Ceagesp, em São Paulo, o Carmem 3A ficou em R$ 13,98 e o Débora 3A em R$ 13,89. As diferenças de variedade, classe e mercado impedem a comparação direta.
Vai baixar?
A expectativa é de recuo nas próximas semanas, conforme a produção nova amadurecer. Uma alta acima de R$ 15 no RS é considerada improvável, até porque o preço alto já começa a frear o consumo. O tomate é o produto de maior volume negociado na Ceasa gaúcha.
Entre os 35 principais produtos acompanhados na semana, 14 ficaram estáveis, 9 subiram e 12 caíram. Folhosas e brássicas tiveram boa oferta e qualidade, com preços mais baixos.
Para quem planta: o momento favorece quem tem tomate para colher agora. Quem está planejando novas áreas deve considerar que o preço tende a se normalizar quando a oferta voltar.
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