Soja tenta reagir em Chicago, mas janeiro segue abaixo de US$ 12
Depois de quatro quedas seguidas, contratos operam mistos; saída de fundos e safra recorde no Brasil pressionam o mercado.
Depois de quatro pregões seguidos de queda, a soja operou em direções diferentes na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (6). Os vencimentos mais curtos tiveram leve alta, enquanto os mais longos recuaram. O contrato de janeiro/27 seguia abaixo de US$ 12,00 por bushel.
Cotações no início da tarde
- Nov/26: US$ 11,8225 (+1,25 cent)
- Jan/27: US$ 11,8975 (+1,50 cent)
- Mar/27: US$ 11,96 (−0,25 cent)
- Mai/27: US$ 12,0475 (−1,50 cent)
- Jul/27: US$ 12,1225 (−2,25 cents)
Exportação americana firme
Segundo o USDA, os Estados Unidos venderam cerca de 1,46 milhão de toneladas de soja da safra 2026/27 na semana encerrada em 29 de outubro. O volume foi menor que o da semana anterior, mas ficou 16,6% acima do mesmo período de 2025. A China comprou perto de 874 mil toneladas.
O peso dos fundos
Os fundos de investimento, que chegaram a ter cerca de 260 mil contratos comprados, reduziram a posição para algo entre 180 mil e 184 mil. Se continuarem vendendo, a pressão sobre Chicago pode aumentar, principalmente agora que a colheita americana está terminando.
Oferta grande dos dois lados
A StoneX elevou a estimativa da safra americana 2026/27 para 4,725 bilhões de bushels e projeta 184,95 milhões de toneladas para o Brasil. O mercado também acompanha as chuvas irregulares nas regiões produtoras brasileiras em novembro.
O que isso significa no Brasil
O preço da saca aqui depende de três coisas: Chicago, dólar e prêmio de exportação nos portos. A alta recente do dólar tem ajudado o preço interno, mas não compensa totalmente as perdas lá fora. O próximo relatório do USDA, na terça-feira (10), pode trazer mais volatilidade.
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