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Milho

Milho recua em Chicago e na B3; analista vê fundo no mercado físico

Dezembro cai a US$ 4,40/bushel e B3 recua em todos os vencimentos. Pátria Agronegócios prevê safrinha precoce e milho novo já em maio.


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Milho recua em Chicago e na B3; analista vê fundo no mercado físico
Foto: Envato — Notícias Agrícolas

O milho devolveu nesta quinta-feira (5) a alta do dia anterior e fechou em queda tanto na bolsa de Chicago quanto na B3. O contrato de dezembro abriu em alta, chegou a US$ 4,4775 por bushel, mas virou ao longo da sessão e voltou para a casa dos US$ 4,40. No Brasil, alguns vencimentos perderam mais de 1%.

Cotações em Chicago (US$/bushel)

  • Dezembro/26: 4,4000 (-4,50 cents)
  • Março/27: 4,5450 (-3,75 cents)
  • Maio/27: 4,6325 (-3,25 cents)
  • Julho/27: 4,7075 (-2,75 cents)

O relatório semanal do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostrou vendas líquidas de cerca de 1,29 milhão de toneladas da safra 2026/27 na semana até 29 de outubro, praticamente estáveis, com México, Colômbia e destinos não revelados entre os compradores. Os embarques somaram 1,03 milhão de toneladas. A colheita americana chegou a 74% da área em 1º de novembro, três pontos abaixo da média de cinco anos. A produção de etanol subiu para 1,143 milhão de barris por dia, segundo a EIA.

Do lado da oferta, a StoneX elevou a produtividade esperada nos EUA para 183,1 bushels por acre, com safra de cerca de 16,2 bilhões de bushels, o que continua pesando sobre os preços.

B3 em baixa (R$/saca de 60 kg)

  • Novembro/26: 67,11 (-0,31%)
  • Janeiro/27: 71,20 (-0,73%)
  • Março/27: 75,30 (-1,17%)
  • Maio/27: 74,52 (-0,84%)
  • Julho/27: 74,46 (-0,72%)
  • Setembro/27: 75,25 (-0,37%)

Mercado físico pode estar perto do piso

Cristiano Palavro, diretor da Pátria Agronegócios, avalia que o milho disponível já absorveu boa parte da queda dos últimos 45 a 60 dias e pode encontrar um fundo ainda em novembro, abrindo espaço para alguma melhora a partir de dezembro. É uma leitura de analista, não garantia de alta.

O alerta dele é para 2027. Com a soja se desenvolvendo mais cedo em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, a janela de plantio da safrinha pode ser a melhor já vista nesses estados, se não houver excesso de chuva na colheita. Isso colocaria milho novo no mercado já em maio. No Paraná, o quadro é diferente, porque o frio atrasou parte das lavouras.

Palavro citou o setembro/27 da B3, perto de R$ 75 por saca, como referência para travar preço. Pelas contas dele, isso equivaleria a algo entre R$ 62 e R$ 63 em Goiás, pouco abaixo de R$ 60 em Mato Grosso do Sul e de R$ 53 a R$ 55 em Mato Grosso, conforme a região.

No físico, o dia foi de estabilidade, com altas pontuais. Ubiratã e Marechal Cândido Rondon (PR) subiram 1,96%, para R$ 52,00, e Eldorado (MS) avançou 2,11%, a R$ 48,50. Sorriso (MT) caiu 0,47%, para R$ 42,50, e Luís Eduardo Magalhães (BA) recuou 1,64%, a R$ 60,00. Rio Verde e Jataí (GO) ficaram em R$ 54,00. Nos portos, Paranaguá marcou R$ 69,00 e Santos, R$ 65,00.

Dica para o produtor

Quem ainda tem milho para vender pode não ter pressa, se a avaliação de piso se confirmar. Já para a safrinha 2027, a chance de oferta antecipada recomenda fazer as contas do custo de produção e avaliar travar parte da produção nos contratos futuros ou a termo enquanto o dólar ajuda.

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Letícia Oliveira
SOBRE O AUTOR

Letícia Oliveira

Jornalista de A Voz do Campo. Acompanha grãos, hortifrúti e o dia a dia do produtor rural em todas as editorias.

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