Milho volta a US$ 4,40 em Chicago; no Brasil, câmbio segura preços na B3
Demanda firme por milho americano e produção de etanol sustentam Chicago; analistas veem fundo de preço no disponível brasileiro em novembro.
O milho recuperou o patamar de US$ 4,40 por bushel na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (6), mas o mercado segue sem uma direção clara. Por volta das 14h, o contrato de dezembro/26 era negociado a US$ 4,41, alta de 1 centavo, depois da queda de quinta-feira.
Chicago
- Dez/26: US$ 4,41 (+1,00 cent)
- Mar/27: US$ 4,5475 (+0,25 cent)
- Mai/27: US$ 4,63 (−0,25 cent)
- Jul/27: US$ 4,7025 (−0,50 cent)
A demanda ajuda: o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) registrou vendas líquidas de cerca de 1,29 milhão de toneladas de milho da safra 2026/27 na semana encerrada em 29 de outubro, e houve novos negócios com México e Coreia do Sul. A produção de etanol americana subiu para 1,143 milhão de barris por dia. Do lado da oferta, a consultoria StoneX elevou a estimativa da safra dos EUA para cerca de 16,2 bilhões de bushels.
B3
No mercado brasileiro, os contratos operaram mistos, depois das perdas generalizadas de quinta-feira:
- Nov/26: R$ 66,95 por saca (−0,24%)
- Jan/27: R$ 71,11 (−0,13%)
- Mar/27: R$ 75,37 (+0,09%)
- Mai/27: R$ 74,39 (−0,17%)
O dólar mais alto tem limitado quedas maiores no Brasil, e o consumo interno crescente, principalmente das usinas de etanol de milho, também dá suporte.
Perspectiva
Analistas avaliam que o milho disponível pode estar perto do fundo de preço em novembro, com chance de recuperação a partir de dezembro. Com a soja plantada mais cedo no Centro-Oeste, a janela da safrinha pode abrir antes, e há quem projete milho novo já em maio de 2027, se o clima colaborar.
Fique de olho: o próximo relatório de oferta e demanda do USDA sai na terça-feira (10) e costuma mexer com os preços.
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