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Clima

Massa de ar polar traz frio e chance de geada ao Sul na semana

Ar frio garante tempo firme no Sul de 9 a 13 de novembro, enquanto corredor de umidade leva chuva forte ao Centro-Oeste e Sudeste.


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Massa de ar polar traz frio e chance de geada ao Sul na semana
Foto: Mycchel Legnaghi — Canal Rural

A semana de 9 a 13 de novembro começa com dois Brasis no mapa do tempo. No Sul, uma massa de ar polar continental derruba as temperaturas e firma o tempo, com risco de geada fraca nas áreas mais altas. No Centro-Oeste e no Sudeste, um corredor de umidade vindo da Amazônia ganha força e garante chuva volumosa, o que ajuda a repor a água no solo depois de semanas irregulares. Os dados de previsão são da Climatempo.

Sul: amanhecer gelado e janela para o campo

Com a frente fria se afastando rumo ao Sudeste, o sol volta a predominar no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em boa parte do Paraná. As madrugadas do início da semana devem ser frias, principalmente em serras e baixadas. Há possibilidade de geada muito fraca e isolada nos Campos de Cima da Serra, na Campanha, na Serra do Sudeste gaúcha e na Serra Catarinense.

A exceção fica no litoral paranaense e no extremo norte do litoral catarinense, onde os ventos úmidos do oceano mantêm nebulosidade e chuva fraca a moderada. A partir de terça-feira (10), as temperaturas sobem aos poucos e as máximas voltam para a casa dos 30 °C. A chuva prevista para a semana nos três estados é pequena, entre 5 e 10 mm, sem atrapalhar as operações. A tendência é de retorno de chuvas mais fortes nos últimos dez dias de novembro, por isso o momento é bom para adiantar plantio e tratos culturais.

Centro-Oeste e Sudeste: chuva para recuperar o solo

Em Mato Grosso do Sul e no Pantanal, o ar frio e seco derruba as máximas, que podem sair de perto de 38 °C para a faixa de 28 °C a 30 °C. No extremo sul do estado, as mínimas ficam entre 15 °C e 16 °C. A chuva por lá deve somar só de 10 a 15 mm, favorecendo o avanço dos trabalhos.

O quadro muda no centro-norte e leste de Mato Grosso, em Goiás e no Distrito Federal, onde o transporte de umidade amazônica mantém pancadas fortes e temporais isolados. Os acumulados previstos vão de 50 a 70 mm, volume que favorece o desenvolvimento das lavouras recém-semeadas.

No Sudeste, o centro-norte de Minas Gerais e o Espírito Santo concentram as maiores instabilidades, com chuva forte em regiões como Paracatu, Unaí, Januária, Diamantina e nos vales do Jequitinhonha e do Rio Doce. O interior paulista e o Sul de Minas terão sol e frio fora de época, com mínimas perto de 12 °C na capital paulista. Para a região como um todo, a chuva deve somar de 40 a 60 mm, o que tende a atrasar a moagem da cana-de-açúcar.

Norte e Nordeste: calor segue no comando

No Nordeste, a chuva aumenta no sul da Bahia e há pancadas no oeste baiano e no centro-sul do Piauí e do Maranhão, com 20 a 25 mm previstos. No restante da região, o tempo segue firme, com termômetros perto de 40 °C em alguns pontos, e os volumes não devem reverter o déficit hídrico. No Norte, a semana será mais chuvosa, com 40 a 60 mm, boa notícia para as pastagens. O centro-norte do Pará e o sul do Amapá continuam quentes e secos.

O que observar: no Sul, acompanhe as mínimas no início da semana em lavouras e hortas de áreas altas e aproveite os dias secos para entrar com máquinas. No Centro-Oeste, o retorno da umidade é a hora de conferir a emergência da soja e o replantio onde houve falha. No Nordeste, segure o plantio de sequeiro até a chuva se firmar.

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Ronaldo Juares
SOBRE O AUTOR

Ronaldo Juares

Jornalista de A Voz do Campo. Escreve sobre clima, safra e pecuária, com foco no que muda a rotina no campo.

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