Pular para o conteúdo
A Voz do Campo Quem produz, se informa aqui Receber a newsletter
Mercado

Preço mundial dos alimentos cai 1,2% em outubro, mas açúcar dispara 6,6%

Índice da FAO recua puxado por cereais; açúcar tem quarta alta seguida e chega ao maior nível desde dezembro de 2024.


WhatsApp Facebook X Telegram 1 min de leitura
Preço mundial dos alimentos cai 1,2% em outubro, mas açúcar dispara 6,6%
Foto: Abiove — Agrolink

Os preços internacionais dos alimentos ficaram mais baratos em outubro. O índice da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) caiu 1,2% no mês, para 133,9 pontos. Mesmo assim, segue 5,9% acima de outubro de 2025 — e 16,4% abaixo do recorde de março de 2022.

Açúcar na contramão

O destaque foi o açúcar, que subiu 6,6%, para 121,3 pontos — a quarta alta seguida e o maior nível desde dezembro de 2024. Em um ano, a alta chega a 28,8%. Pesaram as chuvas que atrapalharam a colheita e a moagem de cana no Centro-Sul do Brasil, a monção fraca na Índia e a expectativa de produção menor na União Europeia e na Tailândia.

Cereais puxam a queda

Os cereais recuaram 4,5% no mês e 12,6% em um ano, a maior queda entre os grupos:

  • Trigo: caiu após quatro meses de alta, com demanda fraca e boa perspectiva de safra, principalmente na Argentina;
  • Milho: recuou depois de bater, em setembro, o maior nível em três anos, pressionado pela colheita nos EUA e pela expectativa de oferta farta na América do Sul;
  • Arroz: foi exceção e subiu 1,6%, com atrasos de colheita, clima ruim e custos maiores.

Carnes, óleos e lácteos

As carnes caíram 1,2%, com recuo na suína, ovina e bovina e estabilidade na de frango. A exportação de carne bovina brasileira ficou estável: a demanda forte dos Estados Unidos compensou a menor procura da China. Os óleos vegetais subiram 0,3%, com o óleo de soja no maior patamar desde o fim de 2022. Os lácteos recuaram 1,1%, com queda em manteiga e queijos.

Para o produtor brasileiro

O cenário é favorável para quem produz cana e açúcar e mais desafiador para os grãos, que enfrentam preços internacionais em queda. Para a soja, a firmeza do óleo é um ponto de apoio.

Viu um erro? Fale com a redação · Política editorial

SOBRE O AUTOR

Alberto Silva

Bom dia, Produtor — todo dia às 6h30

Cotações, chuva da semana, leilões e as notícias que importam, no seu e-mail. Grátis.

Pronto! Confira seu e-mail para confirmar.

Não deu certo. Tente de novo.