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Soja

Farelo de soja: exportação fecha outubro 20,7% acima de 2025

Embarques de farelo de soja aceleraram no fim de outubro, segundo a Secex. Preço médio subiu 26,7% e receita diária avançou 53%.


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Farelo de soja: exportação fecha outubro 20,7% acima de 2025
Foto: Notícias Agrícolas

As exportações brasileiras de farelo de soja terminaram outubro em ritmo forte. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta sexta-feira (6), a média diária embarcada no mês ficou 20,7% acima da registrada em outubro de 2025. Com preços também mais altos, o faturamento do setor deu um salto em relação ao ano passado.

Mês começou no vermelho

O resultado chama atenção pela virada ao longo do mês. Na primeira parcial de outubro, os embarques estavam 13,5% abaixo do mesmo período do ano anterior. A situação mudou nas semanas seguintes:

  • 1ª parcial: -13,5% em relação a outubro de 2025;
  • 3ª semana: +2,6%;
  • 4ª semana: +5,5%;
  • Fechamento do mês: +20,7%.

Ou seja, a maior parte do avanço ocorreu na reta final, quando os embarques ganharam velocidade e ampliaram a diferença sobre 2025. A cada nova parcial divulgada pela Secex, a vantagem sobre o ano anterior aumentou, sinal de que a melhora não foi pontual.

Preço e receita em alta

O desempenho não veio só do volume. O preço médio do farelo exportado pelo Brasil fechou outubro 26,7% acima do de um ano antes. A combinação de mais produto embarcado com valor maior por tonelada fez a receita média diária crescer 53% na comparação anual.

O resultado confirma a tendência que já aparecia em setembro, quando volume, receita e preço médio também haviam superado os níveis de 2025. Outubro, porém, vai além de repetir o bom mês anterior: o setor partiu de um começo fraco e terminou com uma recuperação construída dentro do próprio período.

Por que isso importa para o produtor

O farelo é o principal produto do esmagamento da soja no país. Quando a exportação do derivado vai bem e com preço firme, a indústria tende a manter o processamento aquecido, o que ajuda a sustentar a demanda pelo grão no mercado interno, especialmente nas regiões com esmagadoras por perto. Do outro lado, exportação firme do derivado significa menos farelo sobrando no mercado doméstico, ponto de atenção para quem usa o produto na ração de aves, suínos e bovinos confinados.

O que observar: acompanhe os dados semanais da Secex em novembro para ver se o ritmo se mantém. Para quem vende soja a indústrias esmagadoras, um farelo valorizado lá fora é argumento para buscar prêmio melhor na negociação local.

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Letícia Oliveira
SOBRE O AUTOR

Letícia Oliveira

Jornalista de A Voz do Campo. Acompanha grãos, hortifrúti e o dia a dia do produtor rural em todas as editorias.

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