Café arábica se recupera e volta a buscar 280 centavos em Nova York
Depois de três quedas seguidas, contrato de dezembro sobe; robusta também avança em Londres com safra menor na Índia e real mais fraco.
O café arábica voltou a subir na Bolsa de Nova York nesta sexta-feira (6), interrompendo uma sequência de três pregões de queda. No início da tarde, o contrato de dezembro/26 era negociado a 279,15 centavos de dólar por libra-peso, alta de 2 centavos, depois de tocar a máxima de 282,50 centavos durante o dia. Entre terça e quinta-feira, esse mesmo vencimento havia perdido mais de 5%.
Como ficaram os contratos
- Arábica mar/27: 270,95 centavos (+1,70)
- Arábica mai/27: 267,10 centavos (+1,45)
- Robusta jan/27 (Londres): US$ 3.264 por tonelada (+US$ 23)
- Robusta mar/27: US$ 3.236 por tonelada (+US$ 17)
No robusta, a recuperação começou na quarta-feira e caminha para o terceiro fechamento positivo seguido.
O que está mexendo com o preço
Oferta menor na Índia: o Conselho do Café indiano reduziu a estimativa da safra 2026/27 de 400 mil para 380 mil toneladas, por causa de chuvas abaixo do normal.
Vietnã colhendo: o avanço da colheita vietnamita tende a aumentar a oferta de robusta no mercado internacional nas próximas semanas.
Estoques na bolsa: o volume de café brasileiro nos armazéns monitorados pela ICE chegou a cerca de 83 mil sacas na semana, o maior nível em mais de nove meses, mas parte ainda aguarda classificação. Os estoques certificados de arábica continuam historicamente baixos.
Câmbio: a desvalorização do real desde o fim de outubro estimulou vendas no Brasil, já que o produtor recebe mais reais por saca exportada.
E a próxima safra?
Analistas veem condições favoráveis para a safra brasileira 2027/28, mas lembram dos riscos ligados ao El Niño e à distribuição das chuvas. Um dia de alta, por si só, não indica mudança de tendência. Para quem tem café para vender, a dica é escalonar as vendas e acompanhar o dólar.
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